Supera na mesma faixa de chegada ao seu compatriota Abderehman Asrar Hiyrden com o mesmo tempo de 2h03:59, a apenas 32 segundos do recorde da prova hispalense, enquanto na categoria feminina se impõe Alisa Vainio, que bateu o recorde nacional da Finlândia com 2h20.39
Entre os espanhóis, primeiras posições para Ilias Fifa, 13º com 2h08.36, e a andaluza Fátima Ouhaddou, quinta feminina com 2h24:16
O Zurich Maratón de Sevilla voltou a corresponder às expectativas para, fazendo jus à sua condição de circuito mais plano da Europa, com apenas 38 curvas e 10 metros de desnível no seu traçado, oferecer um grande espetáculo e conseguir a melhor marca mundial do ano nos 42.195 metros. E com duplo protagonismo entre os 200 corredores de elite que largaram, já que a vitória na 41ª edição foi decidida no sprint e após foto finish entre os etíopes Tola Shura Kitata e Abderehman Asrar Hiyrden, que cruzaram a meta com um tempo de 2h03:59 e cujas posições finais tiveram que ser deliberadas pelos juízes após caírem sobre o tapete de chegada após o esforço.
Lutando pelo recorde da prova hispalense até os últimos metros e do qual ficaram a apenas 32 segundos do tempo alcançado em 2024 pelo seu compatriota Deresa Geleta com 2h03:27, o seu tempo comum se situa, além de ser a melhor marca mundial do ano até agora, como o terceiro melhor crono histórico na história do Zurich Maratón de Sevilla.
A vitória final de Tola Shura Kitata, com sinais visíveis da queda no rosto e ombros, serve para ampliar o palmarés daquele que foi campeão do Maratón de Londres em 2020, além das provas de Roma e Frankfurt, conseguindo na capital andaluza a sua melhor marca pessoal, da mesma forma que o segundo colocado, Abderehman Asrar Hiyrden, que venceu em Sevilla em 2022 com 2:04:43 (recorde da prova naquele momento). E igualmente o fez o também etíope Bikila Dejene Hailu, que nos últimos quilômetros se desprendeu do grupo líder, formado por 18 unidades no 10K e com 5 componentes até o 35, para completar o pódio absoluto masculino com 2:04.15.
Com um total de 23 corredores abaixo das 2 horas e 10 minutos, o primeiro posto entre os espanhóis foi para Ilias Fifa, décimo terceiro com um tempo de 2h08.36, mínima para o Europeu de Birmingham em agosto. Logo atrás, 22º com 2h09:55 ficou Chakib Lachgar, enquanto o estreante Alex García Carrillo, medalhista mundial de trail, foi o terceiro dos representantes espanhóis com 2h12.10.
Por outro lado, o indonésio Robi Syianturi conquistou um novo recorde nacional com um tempo de 2h13:18 que o colocou na 40ª posição. E entre os sevillanos, o melhor foi Rubén Álvarez, 77º com 2h22:37.
CATEGORIA FEMININA
Entre as corredoras, com 14 atletas abaixo das 2 horas e 28 minutos, o triunfo foi para a finlandesa Alisa Vainio, que crescendo nos últimos quilômetros superou a delegação africana, longe do recorde de Sevilla (2h18:53) desde o quilômetro 15, para vencer com um tempo de 2h20.39, novo recorde do seu país, que ela mesma detinha com 2h20.48.
A nórdica, quinta no Mundial de Tóquio 2025, volta a conquistar a vitória na prova andaluza para uma representante europeia desde que a espanhola Paula González Berodia o fez em 2017.
Após ela, o pódio feminino foi completado pela queniana Beatrice Jepchichir (2h21.56) e pela estreante etíope Mulat Tekle (2h22.03), que após liderar a corrida até o quilômetro 35 acabou pagando o esforço.
A italiana Elisa Palmero, estreante com um brilhante 2:24.10, foi quarta, logo à frente da primeira espanhola, a andaluza Fátima Ouhaddou. A atual campeã da Europa, que correu lado a lado com as aspirantes ao triunfo durante 15 quilômetros, ficou muito próxima do seu melhor tempo pessoal com 2h24.16, marca mínima para disputar o Europeu no próximo verão.
O pódio entre as espanholas contou ainda com a popular Estefanía Unzu ‘Verdeliss’ (2h45:39) e a sevillana Alejandra Flores (2h46:29), novo recorde entre as corredoras nascidas na província na que foi sua segunda maratona.
Na categoria de cadeira de rodas, a vitória absoluta foi para o multivencedor em Sevilla Rafael Botello (1h56:04), acompanhado nesta ocasião no pódio masculino por Joaquín García (1h57:47) e Jordi Madera (2h17:18), enquanto entre as mulheres o triunfo foi para Carmen Giménez (2h17:18), repetindo o sucesso alcançado em 2024.
TETO HISTÓRICO DE 17.000 DORSAIS
O Zurich Maratón de Sevilla voltou a superar este ano os seus registros históricos. Tanto que aumentou a participação para 17.000 corredores, 200 de elite e 8.954 estrangeiros provenientes de mais de 100 nacionalidades, um 53,07% do total, novo marco, assim como a presença feminina (21,42%) ou mais sevillanos e andaluzes inscritos, 2.596 e 3.689, respectivamente. Além disso, por países e depois da Espanha, pela primeira vez participaram mais de 3.000 franceses. E após a província de Sevilla, Madrid foi a segunda com maior participação (1.336).